Duas ideais de governo totalmente opositórias, Anarquismo e Capitalismo. Quando colocamos esses dois modelos lado-a-lado enxergamos claramente o quanto são definitivamente muito diferentes.
Mas porque são tao diferentes?
O Anarquismo surgiu na mesma época em que o socialismo de Marx e Engels, a base desta teoria se da pelo fim da sociedade privada, o fim do Estado, fim de qualquer forma de governo que tenha direito sobre o povo, a própria palavra que vem do grego, AN(sem,não) e ARCHE(governador), demonstra claramente esse sentimento. Acreditava-se numa liberdade, tanto de ir e vir, quanto intelectual, assim visando um pensamento criativo, sem opressão.
O Anarquismo nos dias de hoje, julgado impossível e incompreendido pela sociedade moderna, pelo fato de ser considerado uma "anarquia" total, uma bagunça gerada por alguns indivíduos que se aproveitem da falta de governantes, agindo de modo eronio. Esse sentimento acontece exatamente por vivermos em um modelo oposto a ele, o próprio capitalismo.
O capitalismo apresenta uma caracteristica essencial para seu funcionamento, o dinheiro e o bem privado, que dão direitos as pessoas, como educacao e saude privada, gerando um índice muito elevado de pessoas que vivem com nível de qualidade de vida muito baixo, exatamente por não se beneficiarem do dinheiro, consequentemente não podendo bancar um serviço privado.Mas nos perguntamos e o serviço publico, oferecido pelo governo? A falha do capitalismo começa por esse problema, nem todos tem o direito de ter um apoio igualitário e liberal, caracteristica, que no Anarquismo, surge como uma especie de primeira ideia para seu funcionamento, "a igualdade". Mas em contra ponto, o capitalismo se bem utilizado, pode oferecer uma maior segurança e qualidade de vida para as pessoas.
Ao analisarmos os dois modos, concluímos, que ambos apresentam caracteristicas positivas e negativas. A duvida que gera: em qual sociedade deveríamos nos erguer?Qual seria a melhor opcao para a populacao? Essa pergunta vem sendo gerada a décadas, mas quando teremos a tao indagável resposta..?
10/09/2013
E agora, para onde vamos?
O filme "E agora, para onde vamos?" trata de um assunto muito importante da historia que ainda é visto nos dias atuais, os conflitos religiosos. O filme também trata sobre o poder das mulheres, pois os homens católicos e muçulmanos entram em conflitos e suas esposas, mesmo sendo de religiões diferentes, se unem para acabar com a violência e viverem em paz em sua comunidade.
Todos vivem na mesma comunidade pois a unica estrada que liga a comunidade com a cidade, é cercada por antigas minas. O sinal de televisão na comunidade é muito ruim, mas os homens tentam ter sinal para saber das notícias que estão acontecendo fora da comunidade, mas suas esposas fazem de tudo para que eles não assistam, pois isso geraria mais conflitos entre seus maridos ao passar notícias de conflitos entre as religiões.
Assim, as mulheres da comunidade desenvolvem vários planos para que não tenha conflitos na comunidade, assim trazendo um toque de comédia ao filme. Mas o nome do filme é graças a uma parte forte e triste, pois como a estrada que liga a comunidade à cidade é perigosa, apenas dois garotos atravessam ela para pegar mantimentos e o que for necessário. Acontece que em um desses planos para acabar com os conflitos, as mulheres "trocam" de religião para que seus maridos aceitem os outros. Em uma dessas viagens, um dos garotos é acertado e morto. Como as mulheres inverteram suas religiões, eles não sabem se enterram o menino no cemitério muçulmano ou católico (E agora, para aonde vamos?).
Seria muito interessante se todos assistissem ao filme, ele envolve história, comédia, drama, respeito, tudo o que é necessário para que se viva em paz dentro de uma comunidade. Além de ser um filme francês, o que nos trás uma visão diferente de filmes e de linguagem.
Dia da independência do Brasil. Mais um dia de
tentativas, luta pela real independência: da mente. Um pais que há mais de 190 anos tornou-se
independente da maquina imperialista chamada Europa, porém a dependência permanece,
mudando somente os atores da grande peça, principalmente o papel de comandado. Um
país só é independente quando permite que seus filhos o sejam, igualmente.
Livres fora da teoria, fora da nova ordem. O problema é que tudo está
relacionado. Se quisermos apenas entender como tudo funciona, a relação das
coisas não é um problema, e sim um quebra cabeças, que juntamos as peças atéque tudo
faça sentido. Entretanto, a partir do momento que se entende demais, a
motivação pela real mudança cresce, a ponto de ser maior que o próprio sistema.
Então encontramos mais um problema: o sistema é grande. É uma ordem mundial,
uma rede globalizada que te prende. Para viver em sociedade é preciso fazer
parte desta ordem, mesmo que a sua mente não seja mais a mesma... Mas como
viver com uma mente anti-nova ordem, na própria nova ordem? Não há como, simplesmente.
Então passamos a aceitar essa tal de teia, globalização que intensifica a
desigualdade.
Passamos
a ignorar e não ligar muito para essa injustiça toda fruto da ordem e
progresso, afinal, é um progresso para nós, pessoas com papeis com números em
um bolso e plano de saúde no outro. Temos um carro na garagem, para que se
preocupar com quem anda de ônibus? "Eles que trabalhem, assim como nós,
para ter seu próprio carro, para ser pelo menos classe média". Pronto,
quando menos percebemos, já permitimos que a tão famosa e menosprezada
alienação da nova ordem nos envolva. Ao contrario do que pensamos, a alienação não
nos domina. Nós a dominamos, á adoramos! Afinal ela é uma fuga, nos faz
esquecer o real, tão sujo que chega a ser imundo. A verdade é que preferimos
ficar lá dentro da caverna de que Platão falava.
Em sua
alegoria, Platão descreve homens prisioneiros, acorrentados dentro de uma
caverna, onde nasceram e lá permanecem até a morte. Tudo o que podem ver são
sombras do mundo exterior. Vêm sombras de homens e, através do eco da caverna,
ouvem vozes as quais assemelham as sombras, as únicas ao alcance de suas visões.
Imagina-se que um dos prisioneiros liberta-se e, após uma longa subida com
obstáculos e empecilhos, chega ao mundo exterior, o até então “mundo das
sombras”. Descobre que as tais sombras não eram a verdade, e sim parte dela.
Descobre a luz da razão, do real conhecimento ainda não empírico de sua nova
verdade que nunca pode ver. Imagina-se também que este mesmo preso queira
contar aos outros prisioneiros o que viu, que tudo o que sabem até então é uma
parte da verdade, e que tudo que eles tinham como real não é realmente. Mas é difícil
de acreditar. É difícil escalar a caverna e habitar-se a um mundo iluminado e
livre de correntes e escuridão. O mundo exterior e sua luz são poderosos, e
eles já estavam acostumados a serem cegos. Esse mundo é incerto e provavelmente
irreal. Então, o mais fácil é excluir o homem que livrou-se das corrente e
dizer que seus novos ideias estão errados, que são mentira. É mais fácil
permanecer na caverna e eliminar a minoria do que desacomodar-se do habitual.
Essa
alegoria da caverna é simplesmente a nossa realidade. A caverna é a escuridão,
a falta da luz da razão; é a pseudo realidade, a omissão, o estar-se preso por
vontade. O mundo exterior é a realidade, o mundo da luz da razão e
conhecimento. No contexto, o mundo exterior faz com que a caverna seja o mundo
da alienação, a prisão da mente. Vivemos na caverna e o que temos como verdade
pode ser menos que uma sombra dela. Menos que sussurros que achamos vir de algo
“real”. Isso é tão assustador que não queremos ouvir, não queremos que nos
digam que estamos errados, que sempre estivemos!
Negamos
o novo e desconhecido por isso, pois a caverna é o que sempre tivemos! Com
isso, continuamos a viver neste mundo escuro e não nos afetamos por minorias
contrarias; respondemos minorias com a repressão física. Sim, digo no plural,
pois somos cumplices; cavamos a nossa própria cova. A força policial repressora
vem daqueles que são comandados pelo governo que, democraticamente falando, é comandado
por nós! Não na pratica por completo, mas afinal, o voto não é obrigatório?
Claro que a consciência eleitoral não vem no pacote de obrigatoriedade, e isso
explica a cumplicidade. Todos somos um só, e por mais
politicamente correto que isso soe, é a realidade. Aquele que muitas vezes
chamamos de bandido, vagabundo, que rouba nossos valiosos pertences ou nossas
simples vidas, pode ser simplesmente fruto de injustiças sociais, causadas pela
minoria que detêm o aparelho de estado e a poderosa mídia hegemônica ditam a ideologia da ordem mundial. Portanto,
querendo ou não, a ação de outro alguém nos afeta agora ou daqui à anos. Por isso, repreender e omitir minorias nos faz regredir historicamente e
socialmente. Nos faz rejeitar o futuro e reflete a dialética do "progresso".
Mal sabemos
que há um mundo exterior à ser explorado. Então exploramos a caverna, onde não
há muito que se explorar, e achamos que é o que basta. Portanto nascemos,
estudamos com o objetivo de passar na faculdade dos sonhos (dos outros) e
arrumamos um emprego excelente, que nos pague mais que o suficiente para
podermos comprar tudo que achamos que sempre sonhamos, exceto a felicidade,
aquela que passamos a vida inteira planejando-a e esquecemos de vive-la, pois
estamos ocupados vivendo a ideologia da caverna: a exploração sistemática que
nos impõe como devemos viver, sem que sequer nos demos conta. Vivemos na
escuridão, na ilusão de um mundo onde o conhecimento nada importa, além de sua
necessidade para “passarmos no vestibular”, e ser alguém que querem que
sejamos. Quando percebemos já é tarde demais, estamos muito cansados e acomodados
para escalar o caminho cheio de empecilhos da caverna até o mundo exterior.
Então
assim vivemos, achando linda a ideologia que alguém nos ditou e continuamos o
processo sistemático, como maquinas programadas. Propagamos a
ideologia da ascensão social para todas as classes, ate mesmo aquela que pouco nos
importamos, que a nosso ver só serve para derramar seu suor transformado em
trabalho mal pago, mas que paga o suficiente para que possam manter a gloriosa
ideologia do consumo, semente para a ascensão social, que os ensinamos ser
necessária para a futura felicidade. Esse mecanismo começou
assim que a ideologia capitalista começa seu império mundial e inicia o chamado
liberalismo econômico do século XIX, e assim, passa a ser glorificado,
permanecendo e crescendo cada vez mais.
Até
quando vamos viver na caverna? Até quando vamos permanecer calando minorias
que, em geral, já saíram da escuridão? É necessário abrir a mente e enxergar
além de sombras. É preciso esquecer um pouco a ideia do real que conhecemos e
procurar entender através do conhecimento que podemos ter. E se simplesmente
parássemos pra pensar, pelo menos uma vez na vida, e buscar respostas? O porquê
de tudo isso, porque devemos trabalhar para comprar coisas que nem precisamos?
Porque devemos comemorar a independência de somente uma minoria, que nos faz
presos de sua ideologia de ordem e progresso mascarada? Porque devemos obedecer
a um mundo do consumo, que ficou parado no tempo desde o pós Primeira Guerra?
Assim como a Alegoria de Platão, o filme Matrix retrata a grande escolha: fechar-se ao mundo que achamos ser real e cegar-se a ponto de observar somente o que nos é dito ou abrir a mente para observações e percepções que queremos ter, e acreditar que o real é um ponto de vista. A pergunta é: Que ponto de vista você quer ter?
A sociedade vem passando por muitas mudanças, principalmente na área de relações humanas. O ser humano passou a privilegiar muito mais o “ter” do que o “ser”, ou seja, as pessoas dão mais valor aos bens materiais, o que o dinheiro pode comprar, do que as virtudes e morais de cada um. A classificação passou a ser baseada no patrimônio material e não nas qualidades humanas. Vivemos em uma sociedade que foi modificada devido a globalização e o capitalismo, com isso as pessoas almejam o poder econômico, o objeto material ao invés de construir valores éticos, morais e humanos.Esse desejo de posse e do “ter” causa muitos conflitos. Temos como exemplo um dos conflitos mais conhecidos no mundo, a primeira guerra mundial. A guerra começou devido ao fato das grandes potencias quererem expandir seus territórios, cada potencia queria ter uma área de dominação econômica e politica maior do que a outra. A rivalidade surgiu. Como vemos atualmente, essa rivalidade também ocorre, porém está ocorrendo de uma forma indireta. A posse de mais bens materiais faz com que as pessoas se sintam mais poderosas e isso atrai uma rivalidade entre elas, uma busca infinita de superar o outro. Com o capitalismo, o consumo passou a ser altamente estimulado. A compra não ocorre mais com base na necessidade, ela ocorre com o impulso e a vontade de sempre ter mais e mais. O consumo se transformou na moral da nossa sociedade, devido a isso, é possível perceber uma ausência nas relações humanas. As pessoas não apenas querem sempre possuir mais, como elas também querem mostrar o que tem, a demonstração da riqueza é o que faz as pessoas se sentirem mais bem sucedidas, mais poderosas. O “ser” foi dominado pelo “ter”, entretanto não basta apenas “ter”, é preciso parecer, mostrar, ter o famoso “status”. Infelizmente os valores morais tem se perdido com o passar do tempo, desde o século XIX, XX e tendo continuidade no século XXI. Com o continuo avanço da globalização e a importância do capital, a sociedade deixou de se importar com o que cada um possui interiormente, a ética e os valores humanos das pessoas, ela se importa apenas com o que cada um tem a oferecer financeiramente.
Desenvolvida e iniciada nos anos 20, o American Way of Life (Modo de Vida Estadunidense) é um modelo aplicado no mundo inteiro com tanta naturalidade que se tornou o "Way of Life" de todas as nacionalidades.
Após a queda do ideal da Belle Epoque, a cultura norte americana se expandiu de uma forma tão rápida e intensa que hoje domina os costumes e a cultura de cada país, mesmo em detalhes poucos perceptíveis. Analisando esse contexto da influência dos Estados Unidos no mundo, mais especificamente ao Brasil, podemos afirmar que tivemos grande parte dos nossos tesouros históricos perdidos e roubados pela domesticação que sofremos daqueles que nos deixamos domesticar. A ilusão de que a língua, a dança, a musica, o filme ou qualquer outra forma de viver de outro país é melhor do que a de seu próprio pais, fere o orgulho patriota e só aumenta o sentimento de nacionalismo dos nativos americanos (aumentando consequentemente seu poder em qualquer área comercial e econômica).
Querendo ou não, ajudamos diretamente na divulgação do nosso "adversário", usando tudo que por ele é proposto; como a roupa da moda, o celular da moda, o estilo musical da moda, e assim vai. Nascemos ouvindo nossos pais dizendo que no nosso país tudo está errado e que isso nunca mudará, então projetamos todos os nossos sonhos e vontade de futuras realizações em algum lugar que possa ter coragem, disponibilidade e autonomia para concretiza-los - no caso, o país de maior desejo dos brasileiros, os Estados Unidos da América.
Tendo em vista que, esse ideal de vida começou em uma época de transição, extremamente conturbada, ela foi aceita rapidamente por parecer perfeita. Em suas fotos, todos sempre estão bonitos e felizes, as pessoas parecem estar se divertindo e rodeados por amigos ou pela família. Na verdade, esse padrão esboça um mundo no qual você possa comprar a felicidade, aumenta o estímulo da compra na busca pelo melhor e como resultado ainda beneficia os EUA com a ampliação do capitalismo pelo mundo, gerando o acúmulo do capital americano.
O momento foi o melhor possível, sua inserção foi feita com exatidão e aceita pela submissão. Atualmente ela está em todos os lugares, na sua cozinha, no seu guarda roupa e na sua bolsa.... Você vive o American Way Of Life e, felizmente para os americanos e infelizmente para o resto do mundo, é um processo que dificilmente será revertido.
Precisamos valorizar mais o Brazilian Way Of Life, precisamos trocar a movimentada Nova Iorque pela beleza de Fernando de Noronha, ouvir as letras do Kid Abelha ao invés da batida repetitiva das Spice Girls, ler os quadrinhos do Mauricio de Souza no lugar de ler a revista Vogue. Precisamos acordar para ver a qualidade do que produzimos no nosso país, entender que não é necessário buscar a resposta em outras culturas e muito menos deixar a nossa de lado para aplaudir a vizinha.
O sentimento brasileiro de nacionalismo se perdeu, e só aparece por motivos futebolísticos ou como motivo de sarro e isso precisa mudar. O Brasil pode muito mais, mas para crescer e se desenvolver, ele precisa inicialmente e principalmente dos próprios brasileiros.
Desde a revolução industrial criou-se um mundo do consumo, do poder, o qual gerou a evolução da tecnologia. A tecnologia pode ser definida como a união de todas as aéreas de estudos para um propósito comum, facilitando as tarefas do homem, assim aumentando a produtividade e competitividade. É certa que essa evolução tecnológica atinge a sociedade, força mudanças e altera o comportamento e a rotina das pessoas. Como toda evolução ha consequências, tanto no lado positivo, quando no lado negativo.
São positivos pela facilidade de fazer tantas coisas ao mesmo tempo, da comunicação, transporte, estudo, trabalho a distancia, entre outros fatores. Pode se cursar uma faculdade sem sair de casa, se comunicar com as pessoas do outro lado do mundo, é possível trabalhar nas maiores companhias e trabalhar da praia. O mais importante e assustador é entender que sem a tecnologia, principalmente profissionalmente, você será engolido pela concorrência.
São negativos pelo desaparecimento da memória histórica, da tradição, cultura, do envolvimento humano, do desemprego pelo analfabetismo tecnológico, poluição e grande ameaça ao próprio criador. A extinção dos veículos impressos, como livros, jornais, revistas estão sendo substituídos por os veículos eletrônicos. Sair com os amigos e família, porém ao mesmo tempo estar ligado no mundo virtual e esquecer-se do real já virou um hábito. A literatura e costumes da antiguidade cada vez mais perdendo sua essência. A memória histórica tem a capacidade de se renovar, e de atualizar de modo a manter o seu valor e sua utilidade no presente-futuro, mas esta sendo destruída pouco a pouco pela tecnologia.
O fundamental é destacar que as gerações de hoje em dia, como as anteriores, naquela época, ainda não aprenderam a lidar com todos estes recursos e acabam sofrendo as consequências. O homem nunca será inteiramente substituído pela máquina, porque por traz dela existe um homem no comando e as máquinas simplesmente facilitam o trabalho humano, diminuindo a mão de obra. No entanto enquanto empregos são extintos outros vários surgem com um requisito básico o conhecimento técnico mais avançado do cargo.
O romanov foram uma família nobrerussa, tendo sido a segunda e última dinastiaimperial que governou a Moscóvia e
o Império Russo por
oito gerações entre 1613 e 1762.O império era comandado pelo Czar, num regime
autocrático, o que vale dizer que este representava Deus na terra. Foram uma
dinastias mais poderosas e mais ricas da história, tendo, em seu ápice,
conquistado um 1/6 da Terra.Seu declínio se deu pela falta de percepção dos
novos tempos e a dificuldade de se adaptar a eles.
O último czar foi Nicolau
II, assumiu o trono aos 26 anos e dizia que não estava preparado para ser um
Czar. Ele não estava sintonizado
com o mundo em que vivia e as mudanças que se faziam necessárias, acreditava
piamente na autocracia e achava que era realmente o melhor regime para o povo
russo,porém essa falta de atualização por parte do governo foi o que levou o
regime a ruína.
Nicolau casou-se com
Alexandra Feodoronov,tendo 4 filhas, uma delas chamada Anastasia, mas
precisavam de um herdeiro para o trono, pois devido a um decreto de outro Czar
nenhuma mulher poderia governar a Rússia.
Rasputin
Alexei Romanov
Rasputin
Alexandra rezava por um
herdeiro ao trono, e em 1904, seus pedidos foram atendidos e nasceu Alexei.
Pouco tempo depois do nascimento do menino a czarina teve uma horrível
descoberta, seu filho era hemofílico, e não viveria para governar a Rússia. Foi
quando ela conheceu Rasputin, que dizia-se um religioso e mago, e poderia curar
o menino, e incrivelmente o menino ficou curado. Desse momento em diante
Alexandra passou a acreditar totalmente em Rasputin. Mas o fato é que Rasputin
não era quem dizia ser, ele era um libertino que tomava intermináveis
bebedeiras e participava de orgias. Ele mandava cartões para ministros e outros
dignitários a fim de favorecer pessoas que lhe vinham pedir cargos e
benefícios. Dizia ter domínio completo sobre o czar e a czarina.
Quando o Czar tomou
conhecimento dos atos de Rasputin ameaçou exilá-lo, mas foi impedido por Alexandra,
que temia pela vida do filho.
O príncipe Félix Yussupov,cansado
da influência de Rasputin e de seus abusos, decide matá-lo. Para isso cria uma
armadilha: dá uma festa e convida Rasputin, com a intenção de envenená-lo.Porém
mesmo depois de ingerir uma dose muito alta de veneno ele não morre. Então o
príncipe Félix lhe dá um tiro,mas momentos depois o homem que achavam morto
some, sendo encontrado na porta do palácio, onde decidiram atirá-lo no rio.
A Maldição
Logo depois de sua morte,
foi encontrada uma carta de Rasputin ao czar, avisando-o de que ele sentia que
iria morrer. Caso fosse morto por pessoas comuns, nada aconteceria aos Romanov.
Porém, se fosse morto por algum membro da família, o czar e sua família não sobreviveriam.
A morte da família Romanov
família Romanov
A Rússia era um país pobre e
atrasado tecnologicamente, sem capacidade de competir com outros países ou de
sequer suprir a demanda nacional por comida, deixando os camponeses na miséria
e passando fome. Com a Primeira Guerra Mundial e a situação de miséria da
Rússia piorou ainda mais.Fome, epidemias e a prática de violências provocada
pela miséria espalharam-se por todos o país, o que causou a derrubada do czar
pela revoução russa.
A famíla Romanov foi exilada
e mantida presa em uma casa em Ipatiev. Com medo da retomada do poder pelo
Czar, foi ordenada a morte de todos os membros da família.
Eles foram acordados no meio
da noite, e soldados encarregados executaram os membros da família com tiros,
porém a história conta que uma das meninas (Anastasia) sobreviveu, e que um dos
soldados responsáveis pela execução a salvou.
Anastásia
Anos depois do massacre,
apareceu uma jovem com ferimentos na cabeça e no braço, que fora encontrada num
asilo e que dizia ser Anastasia, a filha de Nicolau II, o último czar.Mais
tarde deram-lhe documentos com o nome de Anna Anderson. Segundo Anna, ela era a
grã-duquesa Anastasia. Em 1918, vivia em Ekaterimburgo, na Sibéria, presa com
sua família. Segundo
Anna, ela desapareceu naquela noite, salvando-se do massacre. O soldado levou-a
para casa de pessoas amigas suas e depois para sua própria casa.
Anastácia e Anna Anderson
Quando foi descoberta por
russos monarquistas exilados na Alemanha, Anna estava muito doente e muita
gente se dispôs a ajudá-la.Ao encontrar alguns membros da família imperial
chegaram a reconhecê-la como Anastasia, mas depois desmentiram o fato, o mesmo
aconteceu com professores e serviçais. Somente poucos sustentaram até o fim
suas opiniões iniciais.Porém o que Anna Anderson sabia era muito mais do que
uma pessoa comum poderia saber sobre a família imperial, inclusive segredos de
estado
Anna Anderson passou a vida
afirmando ser Anastasia. Há alguns anos, foi feito um exame de DNA com seus
cabelos, que estavam num livro de seu marido americano mr.Manahan, também
falecido, e afirmou-se que Anna não era Anastasia, mas nada comprova que os
cabelos eram realmente seus.
Ao exumar os corpos da
família real, constatou-se que dois corpos estavam faltando: o de Alexei e o de
uma das meninas. A versão oficial, foi a de que o corpo da jovem que faltava
era o da Grã-Duquesa Marie, mas há controvérsias sobre esse fato
Anna nunca foi reconhecida
como a grã-duquesa Anastácia, mas até hoje,as controvérsias e falhas no caso
deixam a situação como um mistério.