21/09/2013

E se a Segunda Guerra Mundial não tivesse acontecido?

 E se a Segunda Guerra Mundial não tivesse acontecido?




Isso poderia mudar a sua vida mais do que parece.Vamos nos concentrar só no que poderia acontecer com o nosso país. Para começar, o Brasil e a Argentina poderiam ter se unido em torno de uma paixão em comum: o fascismo. O coronel argentino Juan Domingo Perón estenderia o tapete vermelho aos nazistas logo após tomar o poder, em 1943. Já o presidente Getúlio Vargas se aproximaria da Alemanha, embora sem aceitar sua tutela. No caso do Brasil seria namoro, não casamento. Bom, pelo menos no início. Mas, tão logo o nazismo fincasse o pé em Buenos Aires, a Alemanha tentaria laçar o Brasil por meio de acordos econômicos, cooperação militar, programas culturais e agentes infiltrados em sindicatos. A operação começaria pelos 3 estados da Região Sul, por sua grande comunidade germânica. Se desse certo, ela abriria a porta para uma grande federação fascista composta de Brasil e Argentina, além de Uruguai e Paraguai.
Absurdo? Nem tanto: os nazistas operaram no Brasil e na Argentina nos anos 30. Financiaram escolas, mandaram espiões disfarçados de executivos e criaram células de seu partido por essas bandas, como afirma o ex-embaixador brasileiro Sérgio Correa da Costa no livro Crônica de uma Guerra Secreta: "Os nazistas sonhavam transformar esse continente de mestiços em um protetorado alemão". E olha que não seria um sonho difícil se contassem com políticos como Francisco Campos, ministro da Justiça de Vargas. Mentor do Estado Novo, Campos queria criar aqui a Organização Nacional da Juventude, inspirada nas milícias de Mussolini.
Milhares de judeus, ciganos e outras minorias seriam mortos pelo nazismo, mas não na escala industrial do Holocausto. Sem ele, não teríamos tanta consciência sobre os direitos humanos. Ideias como racismo e totalitarismo não teriam sido tão desacreditadas. E a democracia seria bem menor: não estaria em 123 dos 203 países do mundo.
Alguns acontecimentos que provavelmente aconteceriam caso a Segunda Guerra Mundial não tivesse acontecido:


1- Milhões de mulheres foram trabalhar nos EUA e a na Europa enquanto os maridos combatiam no front da 2ª Guerra (assim como na 1ª Guerra). As duas ondas foram fundamentais para que as mulheres garantissem seu papel. Sem a segunda, os movimentos feministas não teriam acontecido tão cedo. A sociedade seria bem mais machista. E Dilma Rousseff não seria candidata à Presidência.


2- Sem a Segunda Guerra, Adolf Hitler não deixaria de ser um ditador psicopata. Mas, envelhecendo no poder, seria um ícone nos países onde o fascismo chegasse ao século 21 - tão respeitado nesses lugares quanto Stalin, outro carniceiro, é nos países comunistas.

3-O aviador Charles Lindbergh (1902-1974), célebre por ser o primeiro a ter atravessado o Atlântico de avião, se tornou um político de extrema direita e simpatizante dos nazistas depois da aposentadoria. Poderia ter virado presidente dos EUA nos anos 40.

4-  O Movimento Integralista, grupo de caráter fascista que surgiu no Brasil do início do século 20, poderia ser hoje um partido político como outro qualquer.

5 - Juan Domingo Perón (1895-1974), que tomou o poder na Argentina em 1943 e era chegado aos nazistas. Artífice mais provável de uma União das Repúblicas Facistas Sul-Americannas.

6- Sem a guerra, a promoção de ideias racistas continuaria. Foi na Inglaterra que despontou a eugenia, a busca pelo ´aprimoramento` da humanidade. Não fosse sua apropriação pelos nazistas, os programas de esterilização dos deficientes e outros ´indesejáveis`- praticados no Brasil, na Bélgica, na Suécia e em outros países nos anos 30 - continuariam.

7 - Os alemães é que teriam tomado a dianteira no programa espacial. A ciência dos foguetes veio de engenheiros germânicos que os EUA e a URSS pegaram após a guerra, como Wernher von Braun, herói da Nasa.

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Revolução Francesa


 A Revolução Industrial transformou as relações de trabalho e impulsionou os setores econômicos, mas a Revolução Francesa atingiu mais fundo. O movimento de 1789 modificou o cotidiano da população, alterou o conceito e o vocabulário do nacionalismo, fornecendo códigos legais, um sistema de medidas, formando a ideologia transformadora que rompeu barreiras, inclusive dos países que resistiam às ideias europeias.
O final do século XVIII foi marcado por uma série de conflitos e agitações políticas nos diversos cantos do planeta. Colônias buscavam autonomia, Estados lutavam por independência e no meio de tudo isso a Revolução Francesa pode ser apontada como a que teve maior alcance e repercussão. A crise do antigo regime não se limitou a França e nem a Revolução Francesa foi um fenômeno isolado, contudo suas consequências foram mais profundas.
1) porque aconteceu no mais populoso e poderoso Estado da Europa.
2) ela foi muito mais radical que outras revoltas que a precederam.
3) a revolução Francesa foi a única marcada por uma caráter global, marcando todos os países.
Os princípios do liberalismo eram:
- ter propriedade privada;
- liberdade de pensamento;
- igualdade jurídico-politica;
- O Estado não poderia intervir na economia;
- lei natural da oferta e da procura (livre concorrência);
- leis trabalhistas (contrato, salario e jornada de trabalho);

Entre outras palavras ser um capitalismo, mas ser um capitalismo liberal, onde o governo burguês destaca-se.
A Revolução Francesa significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza. O povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a ser respeitados, o que acabou melhorando a vida dos trabalhadores urbanos e rurais. Por outro lado, a burguesia conduziu o processo de forma a garantir seu domínio social. As bases de uma sociedade burguesa e capitalista foram estabelecidas durante a revolução. Os ideais políticas, primordialmente iluministas, presentes na França antes da Revolução Francesa também influenciaram a independência de alguns países da América Espanhola e o movimento de Inconfidência Mineira no Brasil.

Bibliografia:

Caderno de história sociológica.

Memórias

Introdução
A Memória, seja histórica ou pessoal, é a presença do passado no agora. Ela é constituída de elementos psíquicos e intelectuais que gera uma representação seletiva do passado. Dificilmente a memória retrata um acontecimento com imparcialidade, dependendo assim do contexto familiar, social e nacional do indivíduo que viveu o fato e criou a memória. Mas toda memória histórica é coletiva, tem o cabimento de conservar certas informações, propriedade que permite aos indivíduos atualizar impressões ou informações passadas, ou reinterpretá-las, entendendo assim a causa de tal conflito e como evitá-lo nos dias de hoje. Os alicerces da História são as memórias, porém se confundem com o documento, com o monumento e com a oralidade. Ela foge da oralidade e da passagem de contos de geração a geração. Para compreendê-la precisa ir mais fundo, entender que a memória humana tem caráter seletivo, ou seja, o fato de que nos lembramos das coisas de forma parcial, a partir de estímulos externos, e escolhemos lembranças. Sigmund Freud, pai da psicanálise, distinguiu a memória de um simples repositório de lembranças: para ele, nossa mente não é um museu. A verdade nua e crua é que a memória reflete o que aconteceu na “história” e a história espalha as memórias. Como vimos nesse bimestre, existem vários tipos de memórias históricas, as memórias de revoluções gloriosas e memórias de guerras, memórias de um tempo onde o povo conseguiu o que queria e outras onde o povo foi torturado. No campo da psicanálise a influência do passado está diretamente relacionada com as atitudes atuais, devemos tomar experiências passadas como exemplos para atitudes recentes. Temos a obrigação de não cometer os mesmos erros, cada ato deve ser analisado antes de ser feito.
Presente-Futuro
O impacto da memória histórica no presente-futuro da organização da sociedade gerou uma forma de pensar limitada e medrosa em relação ao que se considera verdade. Onde o povo passa a temer seu governo e seus próprios pensamentos, permitindo sua alienação em relação ao mesmo. Com medo de ir às ruas em busca de mudança por conta dos momentos da história em que as pessoas eram proibidas de pensar, falar, fazer o que achavam. A influência da memória histórica no presente-futuro da organização da sociedade contribui para a formação de um grupo de pessoas dos quais sentiram a história na pele, e mesmo assim não deixaram de ir atrás dos seus ideais, em memória ao seu passado e pensando em seu futuro. A importância da memória histórica no presente-futuro da organização da sociedade é que sem ela, não chegaríamos onde estamos hoje, foram por conta de todas as revoltas, guerras, políticos bons e ruins que hoje vivemos no modelo de sociedade atual. Aspectos importantes foram levados em conta durante a história, como igualdade, liberdade, fraternidade e direitos humanos. A relação da memória histórica e o presente-futuro na organização da sociedade. Um exemplo disso foi à ditadura no Brasil em que várias pessoas eram maltratadas e mortas pelo governo, quando elas não as decidiam mesmo de se matarem por medo de serem pegas.

Filme e Holocausto

Usando o filme Escritores da liberdade como exemplo, que retrata um grupo de jovens em uma escola pública nos Estados Unidos que sofrem preconceitos pelos professores, diretores, alunos e até por eles mesmos. Diante da falta de estrutura das famílias, do racismo, da desigualdade social, exclusões sociais são rotuladas como problemáticos e burros, sem ao menos serem avaliados pelos seus verdadeiros potenciais. A falta de confiança e esperança nos alunos só desmotivava a vida já complicada que tinham. A escola negava livros novos e mais aprofundados, por acreditarem que eram incapazes de ler e devolver em bom estado, causando prejuízo para a instituição e, além disso, faziam parte de gangues causando uma rivalidade ainda maior. Até que a professora idealista Erin Gruwell é contratada para dar aula na turma de problemáticos e acredita nesses alunos até fim, apesar de tantas barreiras impostas por eles. Desenvolvendo seu trabalho de maneira diferente e inovadora, era a única pessoa que acreditava neles, até mesmo quando eles deixavam de acreditar em si próprios. Mostrando que eles não eram tão diferentes quanto pensavam que eram capazes de seguirem rumos diferentes de suas famílias, que não precisavam lutar uns contra os outros nas gangues. Ela era a motivação deles irem para a escola, evoluir como pessoa e construírem uma história diferente. Entretanto, Erin sofreu muitas dificuldades para poder realizar seu trabalho de forma plena, passou a ter mais dois outros empregos para poder bancar livros e atividades enriquecedores. Perante aos seus recursos e a falta de apoio da escola, a professora entregou cadernos para que seus alunos escrevessem suas histórias de vida, desde problemas internos até conflitos familiares. E propôs aos alunos a lerem o livro 'Diário de Anne Frank', livro escrito pela adolescente judia Anne Frank durante a segunda guerra mundial. Em seu livro, relatava tudo o que se passava nos cotidianos dos fugitivos judeus e sua família que na época viviam em um esconderijo em Amsterdã, que mais tarde foi descoberto pelos alemães e foi quando Anne foi capturada, separada de seus pais. O Holocausto foi uma prática de perseguição e extermínio de milhões de pessoas que não se enquadravam ao modelo político do regime nazista de Adolf Hitler. De acordo com a ideologia nazista, os homossexuais, opositores políticos de Hitler, doentes mentais, pacifistas, eslavos, grupos religiosos, ciganos e principalmente os judeus deviam ser excluídos da sociedade alemã, alegando que estes impediam a pureza racial no território alemão, que segundo esse pensamento, os alemães eram descendentes de arianos, raça superior e estes deram origem à civilização europeia. Concluindo, os alunos da escola pública e a adolescente judia Anne podem ser facilmente comparados, apesar de épocas diferentes. Em ambos, mostra os preconceitos, desigualdades e injustiças em questão da cor, religião e condição social. Em alguns trechos do filme, os alunos se sentiam no lugar de Anne e ficaram intrigados com a história, evidenciando que o passado ainda traz grandes influências e permanece no presente. Apesar de Anne ter tido um fim trágico, foi uma pessoa extremamente forte que enfrentou um país lotado de nazistas, teve sua família capturada, foi levada a um campo de concentração, morreu precocemente devido aos horrores dessa época. Isso mostrou aos alunos grandes lições, que apesar do preconceito e rótulos, eles podiam mudar seus caminhos e que também eram pessoas guerreiras que lutavam todos os dias para chegarem vivos em casa e por lidarem com tantas tensões, sendo apenas adolescentes.

Grupo: Rafaela Konstantyner, Maria Eugênia Gomes Mantyk, Mariane Menezes e Pedro Agra.
Números:  32, 23, 25 e 30

Desvendando a pilha de 9V


No mercado de hoje existem 6 tipos de pilhas comercias: D, C, AA, AAA, AAAA e 9V. Mas hoje iremos abortar apenas a pilha de 9V.


A pilha de 9V, também conhecida por PP3, pode não ser a mais conhecida pelos consumidores do mercado de pilhas, mas isso não significa que ela não esteja no meio do nosso cotidiano. Esse tipo de pilha, devido ao seu tamanho, não pode ser usada em dispositivos de pequeno porte como calculadoras, relógios de pulso, celulares ou controles remotos. Porem a pilha de 9V está presente no carrinho de controle remoto que seu filho brinca, no detector de fumaça e sprinkler, em rádios e também é usada em relógios digitais como bateria de stand-by.
As pilhas de 9V podem ser produzidas de três formas diferentes, porem todas possuem um mesmo conceito, que é uma série de 6 pilhas de 1,5V ligadas entre si totalizando uma ddp total de 9V. O que diferencia um tipo de pilha da outra são os tipos de pilhas internas, que podem ser tanto pilhas retangulares de zinco-carbono, pilhas retangulares alcalinas ou pilhas cilíndricas alcalinas (também conhecidas como pilhas comum).


Uma de suas maiores vantagens se deve pelo fato da disposição dos conectores, que permite ligar uma pilha na outra possibilitando assim maiores voltagens.

Recentemente foi lançada outro tipo de pilha de 9V, a única diferença das anteriores é que nessa, a substancia química utilizada foi o Lítio. Foi observado que utilização deste tipo de substancia química permite que a durabilidade da pilha seja 5 vezes maior do que a pilha alcalina 9V e 10 vezes maior do que a pilha zinco-carbono 9V. Foi calculado que a pilha de lítio 9V pode durar cerca de 10 anos. Ela é usada geralmente em parquímetros e em detectores de monóxido de carbono (CO).








Bibliografia:

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e5/6_most_common_battery_types-1.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/ea/9V_innards_3_different_cells.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d8/9_volt_Battery_Snap.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8d/Duracell_9_Volt_0849.jpg
http://en.wikipedia.org/wiki/Nine-volt_battery



20/09/2013

Revolução Russa nos quadrinhos

A revolução russa foi sem duvida nenhuma a maior revolução que o mundo já viu, pois mudou o sistema do país. Atualmente há uma série de jogos que se passam em períodos históricos importantes e com personagens históricos reais, essa série chama-se Assassin’s Creed e tem reunido uma grande quantidade de fãs devido a sua história envolvente e emocionante.
Já houveram jogos em períodos como o das cruzadas, renascença e independência dos EUA, e atualmente suas histórias virtuais foram passadas para os livros gerando uma série de livros também. No mundo da leitura também surgiram histórias em quadrinhos ou HQs que se passam na revolução russa e tem como personagem principal Nikolai Orelov e seus inimigos são os Bolchevique, o Czar Alexandre III e o Czar Nicolau II.

Esta série aborda os acontecimentos históricos de uma maneira inovadora e mais próxima dos jovens, fazendo com que gravem eventos e personagens importantes da História. Tornou-se, de certa maneira, um bom modo de estudar História e aprender sobre essa grande revolução que mudou o mundo e seus personagens importantes. Através da ficção é possível aprender mais sobre o passado e entender melhor a realidade. 

Revolução Russa


                                        Revolução Russa



Se alguém, um dia, conseguiu tirar uma folga no trabalho, devia agradecer a está magnifica revolução. Meu caro leitor deve estar perguntando-se o por que (menos a professora Alessandra, que já sabe...) de tanta importância desta enorme reforma. Contarei uma série de fatos sobre a Revolução para vossa mercê.
1- Foi uma das primeiras vezes na história em que o povo levantou a bunda para fazer algo. Claro, na Revolução Francesa, o povo também foi as ruas, porém por impulso da burguesia, contrário a R. Russa, que foi o próprio povo junto com o exército.
2- Foi a maior revolução da história. Enquanto a R. Francesa mudou o sistema político, a Russia teve TUDO modificado. Para melhor compreensão, leia o exemplo besta: Você está sentada num sofá bege com bolinhas cor-de-rosa e começa a se incomodar por diversos assuntos: Um prego, o sofá é muito brega, etc. Decide-se trocar o que? O lugar aonde está sentado? O sofá? A R. Russa mudou a CASA em que morava. Óbvio que você deve se perguntar de onde raios eu pensei isso e não tem nada a ver com nada. Enganou-se. O lugar onde você está sentada é a sua situação normal, quando muda-se o lugar é uma revolta normal... A estampa é a classe dominante, o sofá é o sistema político e a marca, o econômico. E a casa? Eu exagerei um pouco xP... O que importa é o grau das revolução e, principalmente, o que ela MUDOU. Antes tinha um Império Absolutista e um sistema feudal NO MESMO ESTADO passou a ser um governo de esquerda. Só? Não é só, é algo grandioso! Dantes, tinha-se uma elite de pessoas que ganhavam dinheiro fazendo outras pessoas de escravos, agora tem as pessoas feitas de escravos (MAIORIA) no poder. Quem passava fome tinha poder agora e isso só aconteceu graças ao povo.
Agradeça a Russia toda noite pela sua liberdade de trabalho.

Campanha de Galípoli

Campanha de Galípoli

Campanha de Galípoli, abril de 1915
A Campanha de Galípoli, também conhecida como Batalha dos Dardanelos, teve como palco a península de Galípoli na Turquia, de 25 de abril de 1915 a 9 de janeiro de 1916, durante a I Guerra Mundial. Foi uma das campanhas mais custosas e trágicas da guerra. Forças britânicas, francesas, australianas e neozelandesas desembarcaram em Galípoli, numa tentativa de invasão da Turquia e captura do estreito de Dardanelos. A tentativa falhou, com pesadas perdas para ambos os lados. Os aliados se retiraram do local durante os meses de dezembro de 1915 e janeiro de 1916.



As divisões ANZAC (Australian and New Zealand Army Corps) se viram especialmente danificadas, e esta campanha passou a significar certa dissensão por parte dos aliados oriundos da Nova Zelândia e da Austrália, que acusaram as tropas britânicas de arrogância, crueldade e inaptidão, bem como principais responsáveis pelo fracasso das operações. O Anzac Day (25 de abril) continua a ser a comemoração mais significativa dos veteranos na Austrália e na Nova Zelândia, superando o Dia do Armistício / Dia da Lembrança.
A Campanha de Galípoli repercutiu profundamente em todas as nações envolvidas. Na Turquia, a batalha é percebida como um momento definitivo na história da nação — a defesa final da terra-mãe após séculos de desintegração do Império Otomano. A luta estabeleceu as bases para a Guerra de Independência Turca e a fundação da República Turca oito anos mais tarde, sob Atatürk, ele próprio um comandante em Galípoli.
No início de 1915, tentando obter importante vantagem estratégica, o governo britânico autorizou o ataque à península de Galípoli tendo por objetivo final capturar Istambul, capital do Império Otomano, bem como obter uma rota segura para a Rússia através do Mar Negro. Em 13 de janeiro o Conselho de Guerra Britânico aprovou os planos para uma operação naval no estreito de Dardanelos.
Dispositivos do 5º Exército Turco
As defesas do estreito estavam divididas em externas, intermediárias e internas. As defesas externas estavam suscetíveis a bombardeios navais, enquanto as defesas internas se localizavam na parte mais estreita da passagem, perto de Çanakkale. A área era defendida ainda por uma série de 10 campos minados marítimos, contendo 370 minas.
O Vice-Almirante Sir John de Robeck informou Winston Churchill que não seria possível capturar a península de Galípoli sem a ajuda do exército. O General Sir Ian Hamilton, comandante da Força Expedicionária do Mediterrâneo aquartelada na ilha grega de Lemnos, participou em 22 de março de uma conferência com o Almirante Robeck a bordo do HMS Queen Elizabeth, onde tomaram a decisão de realizar o desembarque anfíbio em larga escala em Galípoli.
Líderes do exército grego informaram Lord Kitchener, Secretário de Estado da Guerra, que ele precisaria de cerca de 150 000 homens para tomar Galípoli. Kitchener concluiu que somente a metade seria necessária. Enviou a experiente 29º Divisão Britânica para se juntar às tropas da Austrália, Nova Zelândia e tropas coloniais francesas em Lemnos.

As praias de desembarque
Informações chegaram ao comandante do Quinto Exército otomano , o Tenente-General alemão Otto Liman von Sanders, a respeito dos 70 000 homens aliados reunidos na ilha grega. Von Sanders prevendo o ataque iminente começou a posicionar seus 84 000 homens ao longo da costa onde ele esperava que os planos de invasão tivessem lugar.O comandante da 19ª Divisão de Exército, Mustafá Kemal, com sua experiência anterior em operações militares na região de Galípoli, conseguiu prever o lugar onde os desembarques aliados ocorreriam, e deteve as tropas aliadas no local até a retirada final. Angariou fama e tornou-se um herói nacional, sendo o primeiro presidente da república no pós-guerra.
O ataque se iniciou em 25 de abril de 1915 com o estabelecimento de duas cabeças-de-ponte, em Helles e Gaba Tepe. Outro grande desembarque teve lugar na baía de Sulva em 6 de agosto. Entretanto as tentativas de tomar toda a península fracassaram, frente a resistência tenaz oferecida pelas forças turcas. Até ao final de agosto os aliados haviam perdido mais de 40 000 homens. O General Ian Hamilton solicitou mais 95 000 homens, embora apoiado por Winston Churchill, Kitchener não estava disposto a enviar mais tropas para a área, uma vez que não podia desfalcar a frente ocidental na Europa.
Em 14 de outubro, o General Hamilton foi substituído pelo Tenente-General Sir Charles Monro. Após percorrer as três frentes de combate, o General Monro recomendou uma retirada imediata das forças aliadas. Lord Kitchener, que chegou à frente de combate duas semanas depois, concordou que os 105.000 homens restantes deveriam ser retirados. A operação começou pela baía de Sulva em 7 de dezembro. As última unidades foram evacuadas do Cabo Helles em 9 de janeiro de 1916.

Resultado Final
Cerca de 480 000 soldados aliados tomaram parte na fracassada Campanha de Galípoli. As tentativas de abrir caminho através da península resultaram infrutíferas, devido às dificuldades do terreno e à obstinada resistência das tropas turcas. O estreito permaneceu fechado aos aliados até o final da guerra, dificultando o apoio aos russos.
Os britânicos e seus aliados tiveram cerca de 220 000 baixas (43 000 mortos). Houve mais de 33 600 perdas entre as tropas ANZAC (mais de 1/3 de mortos). As tropas coloniais franceses tiveram 47 000 baixas (5 000 mortos). Do outro lado, as baixas turcas são estimadas atualmente em cerca de 250 000 (65 000 mortos).

Arthur Prado Neves nº 2 Mozart

19/09/2013

Fordismo, no século XX


O Fordismo moveu a indústria automobilística no inicio do século XX
No início do século XX, à pleno vapor, a indústria americana era movida pelos interesses extremamente capitalistas e sob a perspectiva do liberalismo econômico, onde aplicava-se os ideais de livre concorrência, lei da oferta e da procura, entre outros. Seduzidas, pelo o atraente mercado de ações da bolsa de Nova York, passaram-se a surgir empresas que detinham seu capital no mercado especulativo, como a própria “Ford Motor Company” fundada por Henry Ford.

Já na primeira Década do século, em meados de 1913, Henry Ford desenvolve e idealiza um sistema de produção em massa, que visava uma maior produção e uma forma de consumo em massa, pois dessa forma o produto final estaria em um preço mais acessível, e consequentemente valorizando as ações da empresa no mercado especulativo, e quebrando a concorrência.  A produção na fábrica da Ford era totalmente verticalizada (desde a matéria prima ao produto final), com tal sistema de produção, Henry introduz  a primeira linha de montagem automatizada, em que os trabalhadores trabalhavam em apenas  uma atividade específica, o operário ficava praticamente parado em uma mesma posição o dia todo, apenas movendo os braços, desta forma o trabalhador não precisava de uma grande qualificação e tampouco de um salário elevado, o que barateava o custo de produção e consequentemente o preço final de mercado do produto.
Linha de Montagem, em esteira da Ford

Modelo Ford 
Sob tal sistema, passa a surgir a figura do primeiro modelo fabricado pela Ford, o “Ford T”, o qual foi um enorme sucesso de venda entre a população, introduzido no mercado com um preço acessível, ele alcançou as expectativas de venda em massa, uma vez que ele era acessível entre as mais diversas classes sociais. Em meio a todo esse cenário, a Ford crescia vertiginosamente e com um ritmo extremamente acelerado, dessa forma os preços das ações fordistas experimentavam uma alta incrível (valorização das ações). Enfim, a Ford com uma imensa produção, pode ver o sucesso de seu plano e sistema em ação.

Porém, conforme o mercado crescia, as especulações na própria bolsa de valores também cresciam, e o crescimento exagerado da produção resultou numa crise de superprodução dos automóveis na Ford,estourando a “bolha automobilística” que era vivida na época, o que abalou o mercado acionário, e posteriormente, resultou numa onda de demissões em massa , que resultou num verdadeiro colapso.

Enfim, o “America way of life” experimentou do seu próprio “veneno”, com a crise de superprodução de 1929, mais tarde conhecida como a “Grande depressão”, uma vez que as taxas de desemprego subiram drasticamente e de forma inversamente proporcional o consumo caiu, e junto com ele as grandes empresas “também caíram”. Portanto, o modelo do fordismo encontrou sua primeira grande crise, junto com o modelo americano do liberalismo econômico, passando a surgir a maior crise de superprodução da história, a grande depressão de 1929.
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 Grupo “Foco no vestiba”.